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🚩 O Logo que Nunca Veio: A saga do "queria algo tipo Chanel, mas com cheiro de lavanda"

  • Foto do escritor: Thais Cunha
    Thais Cunha
  • 20 de mar.
  • 3 min de leitura

Sabe aquela vontade de ser "Phyna", empreendedora de sucesso, dona de uma marca de cosméticos naturais com "muito amor"? A Mariana tinha. O que ela não tinha era noção.


Ela queria um logo. Mas não um logo qualquer. Ela queria o Santo Graal do Design.


Algo que fosse:


  • Natural (claro, tem lavanda).

  • Feminino (mas sem ser "mulherzinha").

  • Moderno (tipo o Vale do Silício).

  • Tradicional (tipo a cristaleira da vó).

  • Elegante, mas... "de boa".


Spoiler: Não rolou.


🚩 O Logo que Nunca Veio: A saga do "queria algo tipo Chanel, mas com cheiro de lavanda"

☕ O "Briefing" ou: Como enlouquecer um designer em 5 minutos


O primeiro encontro foi fofo. A Mariana chegou com uma pasta de 26 referências do Pinterest (que iam de minimalismo nórdico a churrascaria gaúcha), dois rabiscos da prima que "mexe com Corel" e a paleta de cores da Starbucks. Porque, né? Se vende café caro, deve servir pra creme de rosto.


A agência, com aquela paciência de quem já viu de tudo, entregou propostas limpas, equilibradas e profissionais.


A reação da Mariana? O clássico biquinho de dúvida: — “Ai, não sei... não consigo visualizar na sacolinha.”“Que sacolinha, Mariana?” — perguntou o designer, já sentindo a pontada na têmpora. — “A de papel kraft que eu compro no Saara!”


🎡 A Roda Gigante da Indecisão


Aí começou a gincana.


  • Segunda-feira: "Quero algo mais espiritual, tipo gratidão".

  • Quarta-feira: "Achei esse Instagram de uma padaria francesa, quero esse estilo vintage".

  • Sexta-feira: "Vi um logo da Chanel... queria algo assim, só que mais quentinho".

Pausa dramática: Como é que um logo é "quentinho", Mariana? É pra botar no micro-ondas?


O projeto virou um encosto. A Mariana parou de responder e-mail, mas mandava áudio de 4 minutos às 11 da noite:

"Oiii! Meninos, tive um sonho com folhas de eucalipto, vamos botar no logo? Minha irmã disse que verde dá azar, vamo de roxo? Ah, e bota minhas iniciais com florzinhas em volta!"

💀 O Triste Fim (Ou: O Nascimento do Monstro)


A agência sumiu. A Mariana sumiu. O projeto morreu de inanição. Semanas depois, o post oficial no Instagram da marca: um logo em Comic Sans em cima de uma foto de folha seca escaneada. Legenda: "Feito com alma e essência própria".

Tradução: Feito no Canva por quem não entende nada de branding.


🧠 O que a Sneety aprendeu com esse surto (e você também deveria):


  1. O Briefing é o mapa: Se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve (inclusive o que te joga no precipício).

  2. Logo não é álbum de figurinhas: Ele tem que ser funcional. Tem que funcionar no site, no cartão e, sim, na maldita sacolinha.

  3. Muitos cozinheiros estragam o caldo: Se você ouvir a irmã, a prima, o vizinho e o seu coach quântico, o resultado vai ser um Frankstein visual.

  4. Agência não é médium: A gente trabalha com design, não com bola de cristal. Se você não comunica o que quer, a gente não adivinha.


📌 Checklist de Sobrevivência (Antes de pedir um logo)


Identidade: Você tem clareza sobre o nome e o público?

Sensação: O que você quer transmitir? (Escolha DUAS coisas, não o dicionário inteiro).

Foco: Consegue citar 3 marcas que gosta e explicar o PORQUÊ?

Desapego: O logo não é pra você. É pro seu cliente. Não é seu diário íntimo.


Cansado de brincar de designer e quer um branding que realmente venda? Não seja uma Mariana. [Fale com a Sneety] e vamos criar algo que não precise de "eucalipto sonhado" pra funcionar.

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