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“Publica isso AGORA!”: Como o surto da dona da loja mata o seu engajamento (e o fígado do Social Media)

  • Foto do escritor: Thais Cunha
    Thais Cunha
  • 17 de mar.
  • 3 min de leitura

Senta que lá vem história. Tudo começou numa terça-feira, 22h45.

A Valéria, dona de uma loja de acessórios que jura que é a nova Lu do Magalu, mandou um zap pra agência. Anexo? Um flyer trevoso feito pela sobrinha no Canva, com três fontes diferentes e uma foto estourada.


“Meninas, por favor, subam isso AGORA. É pra amanhã cedo.”


Nem um “bom dia”, nem um “vocês estão vivas?”. Zero contexto. Do outro lado da tela, a Belém — a Social Media guerreira — estava de pijama, comendo miojo e tentando esquecer que a internet existe. Ela olhou pro celular. Olhou pro relógio. Olhou pra Deus e perguntou: “O que foi que eu fiz pra merecer isso?”.


Era a quarta vez no mês. A quarta vez que a Valéria brotava com uma “urgência” que, na verdade, era só falta de terapia e de agenda.


“Publica isso AGORA!”: Como o surto da dona da loja mata o seu engajamento (e o fígado do Social Media)

O Social Media não é um botão de "Enter" com pernas


Quando a Belém, com toda a paciência de quem já viu o fundo do poço, explicou que precisava de uma legenda, hashtags e um CTA (Call to Action), a Valéria mandou aquele emoji: 😬.


“Ah, eu não tenho nada disso. Achei que você montava, sabe? Você é tão criativa!”

Spoiler: Ser criativa não é o mesmo que ser vidente ou fazer o milagre da multiplicação de posts sem briefing.


Nessa noite, a Belém foi dormir com azia, pensando no grande mistério da humanidade: por que tem empreendedor que acha que agência de marketing é delivery 24 horas e não um trabalho que exige neurônios, estratégia e, principalmente, tempo?


O que aprendemos entre surtos e figurinhas:


Se você é o "cliente Valéria", respira fundo e anota essas verdades que doem, mas libertam:


  • Improviso constante não é "agilidade": É desorganização crônica.

  • Rede social não é pronto-socorro: Se tudo é urgente, nada é importante.

  • Criatividade não substitui o planejamento: Não adianta ter uma ideia genial às 2 da manhã se ela não conversa com o seu funil de vendas.

  • Postar sem contexto é jogar lixo na timeline: Mandar um design sem estratégia é como dar um presente numa caixa fechada sem saber se tem uma joia ou uma barata lá dentro.


Checklist: Como não ser a pessoa que faz o Social Media chorar no banho


Antes de dar o "enviar" naquele zap de última hora, confira se você:


  1. Tem um calendário de conteúdo? Se não tem, você não tem uma estratégia, você tem um grupo de WhatsApp movimentado.

  2. Passou o básico? O post precisa de objetivo, texto e onde o cliente deve clicar.

  3. Respeita o horário comercial? Lembre-se: o Social Media também tem vida, família e o direito de não ver sua marca antes do café da manhã.

  4. Sabe o que quer da vida? Postar "qualquer coisa" só gera "qualquer resultado".


Conclusão: Menos "PRA ONTEM", mais "POR QUÊ?"


Naquela manhã, a Belém decidiu: não publicou nada. A Valéria ficou p*ta. Mas depois, com um cafezinho e um pingo de bom senso, ela entendeu o óbvio: o problema não era a agência, era o caos do próprio negócio.


Sua comunidade não cresce porque você posta muito. Ela cresce porque você posta com propósito. Se você quer que a sua marca seja levada a sério, pare de tratar sua comunicação como se fosse um pedido de pizza de madrugada.


Na Sneety, a gente prefere a estratégia ao surto. Vamos planejar de verdade?

 
 
 

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