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"Vender é pecado?": Como superar a fobia de cobrar e parar de pagar boleto com "Gratiluz"

  • Foto do escritor: Thais Cunha
    Thais Cunha
  • 26 de fev.
  • 3 min de leitura

A Laura fazia cerâmica. Coisas lindas, nível Pinterest. Canecas com orelhinha de gato, pratos com frases em caligrafia cursiva que pareciam um abraço, tigelas que davam vontade de pedir em casamento. Tudo feito à mão, com uma dedicação que beirava a obsessão.


Era tanto amor… que ela simplesmente esquecia de vender.


"Vender é pecado?": Como superar a fobia de cobrar e parar de pagar boleto com "Gratiluz"

— “Ai, eu não gosto de vender”, dizia ela com aquela voz de quem acabou de sair de um retiro espiritual.

— “Sou péssima nisso.”

— “Não quero parecer chata, sabe? Aquela coisa vendedora da Jequiti.”

— “O meu lance é o artístico, a conexão com o barro.”

Até que um dia, uma amiga — daquelas que não têm filtro e já chegam dando voadora — perguntou: — “Tá, mas e como é que você sobrevive? Come barro?”

Aí veio aquele gaguejo clássico:

— “Ah… então… eu vendo um pouco pelo Instagram… às vezes em feiras de bairro… mas assim, é mais por amor à arte.”


O Problema do "Amor à Arte" (Que não aceita PIX)


Aí é que tá o B.O. O famoso “amor à arte” muitas vezes é só um codinome gourmet para o pavor de assumir que você tem um negócio.


A Laura tinha pânico de parecer "vendedora". Para ela, falar de preço era quase um pecado mortal. Ela achava que vender era manipular, tipo aqueles e-mails de príncipe da Nigéria pedindo herança. Ela tinha culpa de mostrar o produto, medo de insistir e pavor de parecer "interesseira".


Até que a amiga soltou a real:


“Laura, minha filha, acorda! Se você não vende, você não come. Se você não come, você não faz caneca. E se você não faz caneca, ninguém toma café nessas suas coisas lindas. Vender não é estelionato: é oferecer valor com convicção. O mundo precisa das suas canecas, mas você precisa de dinheiro pra comprar o esmalte delas!”

O Despertar da Laura: De "Artista Sofrida" a Dona de Negócio


A Laura ficou em choque por cinco minutos, mas depois o Tico e o Teco finalmente se entenderam. Ela parou de romantizar o perrengue e mudou o jogo:


  • Orgulho, não desculpa: Começou a mostrar os produtos com postura de quem sabe o que faz.

  • Preço na ponta da língua: Parou de tremer na hora de dizer quanto custava. Nada de "preço no direct".

  • Comunicação direta: Fez Stories, catálogos e posts que diziam claramente: “Isso é o que eu tenho, custa tanto, clica aqui e compra”.


Resultado? Vendeu como nunca. Porque quando você acredita no que faz e comunica direito, vender deixa de ser um incômodo e vira uma consequência.


O que aprendemos (mesmo que o seu ego criativo esteja doendo):


  1. Vender não é mendigar: Nem pressionar, nem enganar. É conectar sua solução com a necessidade de alguém.

  2. Ninguém vai fazer por você: No começo, você é o RH, o marketing, a faxina e o setor de vendas. Aceita que dói menos.

  3. Visibilidade é obrigação: Não adianta esperar que o cliente "sinta a energia do seu produto" e apareça sozinho. Tem que postar, sim. Tem que anunciar, sim.

  4. Medo de incomodar é luxo de quem é herdeiro: Se você tem boleto pra pagar, não pode se dar ao luxo de ter vergonha de oferecer seu trabalho.

  5. Venda sustenta a paixão: Sem lucro, seu negócio é só um hobby caro que te deixa cansada.


📌 Checklist: Você está vendendo ou esperando um milagre?


Seja sincero com você mesmo (ou a gente chama a amiga da Laura pra te dar um choque de realidade):


  • [ ] Você mostra seus produtos/serviços com frequência e clareza?

  • [ ] Seus preços estão visíveis e atualizados? (Ou ainda está nessa palhaçada de "preço por direct"?)

  • [ ] Você responde consultas com entusiasmo ou parece que está fazendo um favor?

  • [ ] Tem canais de venda fáceis? (Tipo um link da Sneety, WhatsApp, site funcional?)

  • [ ] Você cria promoções e motivos pro cliente comprar agora?

  • [ ] Você já estudou o mínimo de vendas ou continua com o papo de “não levo jeito”?


Lição de casa:


⚠️ Você não é “menos artista” porque vende. Você é mais profissional.

✅ Vender é compartilhar algo valioso com quem precisa.

💡 Se você não vender o seu peixe, alguém vai vender um peixe estragado pro seu cliente no seu lugar.


E aí, vai continuar esperando o universo te mandar um sinal ou vai montar seu catálogo na Sneety hoje mesmo?

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