Glossário de Marketing e Vendas: Pra você não ser passado pra trás

Olha só, presta atenção aqui. Marketing digital parece aquele papo de coach quântico que quer te vender curso de como ficar rico dormindo, né? É um monte de termo em inglês que parece que o cara tá invocando um demônio ou pedindo um lanche no Starbucks.
Mas a gente aqui na Sneety resolveu abrir a caixa preta. A gente pegou esse bando de palavra gourmet e traduziu pro bom e velho português — aquele que você usa pra reclamar do preço da gasolina ou pra xingar o VAR.
Se você tem uma empresa e não quer ser o "trouxa da rodada" na mão de agência metida a besta, segue esse dicionário. É o manual de sobrevivência pra você não boiar quando o estagiário de marketing vier falar de "clicabilidade".

Audiência
Sabe aquela galera que para na calçada pra ver briga de trânsito ou show de adestramento de calopsita? Então, isso é a audiência. Eles estão lá, olhando, consumindo o caos, mas não se conhecem. Você é o malabarista (a marca) e eles são os curiosos.
Na prática: Galera que recebe sua mensagem, mas não interage entre si. Estão só de plateia mesmo.
B2B (Business to Business)
É quando o seu CNPJ tenta seduzir outro CNPJ. É empresa vendendo pra empresa. Tipo o cara que vende pneu pra fábrica de caminhão. Não tem CPF na jogada, é só terno, gravata e planilha de Excel.
Na prática: Modelo de venda onde o cliente é outra empresa. Ciclo longo e muita reunião que poderia ter sido um e-mail.
B2C (Business to Consumer)
Aqui o papo é direto com o CPF cansado. É você vendendo o pão pro Seu Jorge. É a lojinha de capinha de celular vendendo pra pessoa física que derrubou o iPhone na privada.
Na prática: Venda direta pro consumidor final. Decisão rápida, baseada no ódio ou no desejo.
Brand Awareness (Consciência de Marca)
É o quanto a sua marca tá alugando um triplex na cabeça do povo. Se eu falo "palha de aço" e você pensa em "Bombril", o awareness deles tá no talo. É ser lembrado antes mesmo de o cliente saber que precisa de você.
Na prática: Nível de reconhecimento da marca. É o famoso "quem não é visto, não é lembrado".
Branding
Não é só fazer um logo com uma fonte bonitinha e cor pastel. É a "vibe" do negócio. É a personalidade. Se a sua marca fosse uma pessoa no churrasco, ela seria o cara que faz a carne ou o que fica reclamando da música?
Na prática: Gestão da marca pra criar conexão emocional. É a alma do negócio (ou a falta dela).
Branding Pessoal
É a sua fama, meu anjo. É o que as pessoas falam de você quando você sai da sala. Se você é o "mago do Excel" da firma, seu branding pessoal tá em dia. Envolve como você se veste, como fala e o que posta naquele LinkedIn tóxico.
Na prática: Construir sua própria imagem pra virar referência na sua área.
Briefing
É o roteiro do filme que ninguém leu, mas todo mundo quer opinar. É o documento com o que precisa ser feito. Sem um briefing bom, você pede um comercial de margarina e recebe um filme de terror da Mongólia.
Na prática: Documento com as diretrizes do projeto. Serve pra ninguém dizer "eu não sabia".
Call to Action (CTA)
É o famoso "Clica aqui, pelo amor de Deus!". É aquele botão colorido escrito "COMPRE AGORA" ou "ME TIRA DA MISÉRIA". Se você não diz o que o cliente tem que fazer, ele fica parado olhando pra tela com cara de paisagem.
Na prática: Chamada pra ação. O empurrãozinho final pro cliente converter.
CLV (Customer Lifetime Value)
É a conta de quanto o cliente vai gastar com você até ele morrer ou te bloquear no WhatsApp. Não é só a venda de hoje, é o valor dele ao longo da vida. É o cálculo pra saber se vale a pena gastar tempo com esse chato.
Na prática: Valor total que um cliente gera pra empresa durante todo o relacionamento.
Comunidade
Não é só seguidor no Instagram, não se iluda. Comunidade é aquela galera que te defende no Twitter, que usa a sua camiseta e que se sente parte do bando. É quase uma seita, só que legal (eu acho).
Na prática: Grupo de pessoas que interagem entre si por causa da sua marca.
Content Marketing (Marketing de Conteúdo)
É a arte de seduzir sem parecer que tá vendendo. Você dá dica, conta história, ensina a fazer bolo... e aí, "coincidentemente", você vende a batedeira. É a isca intelectual pra fisgar o peixe.
Na prática: Criar conteúdo relevante pra atrair e fidelizar sem ser o chato do telemarketing.
Conversão
O milagre aconteceu! O cara que tava só "dando uma olhadinha" finalmente tirou o escorpião do bolso e comprou. Ou deixou o e-mail. Ou baixou o seu e-book que ele nunca vai ler.
Na prática: Quando o usuário faz exatamente o que você queria que ele fizesse.
CRM (Customer Relationship Management)
É a fofoca organizada. É onde você anota que o cliente tal não gosta de cebola e que o outro só compra na promoção. É o sistema que te impede de oferecer carne pra cliente vegano.
Na prática: Ferramenta pra gerir a relação com os clientes e não fazer papel de bobo.
Cross-selling (Venda Cruzada)
"O senhor aceita batata grande por mais um real?". Isso é cross-selling. É oferecer o acessório que combina com o que o cara já tá levando. Levou o sapato? Leva a meia. Levou o caixão? Leva a coroa de flores.
Na prática: Oferecer produtos complementares no momento da compra.
CTR (Click-Through Rate)
É a taxa de "curiosos que clicaram". Se mil pessoas viram seu anúncio e só duas clicaram, seu CTR tá mais baixo que o moral do estagiário. Serve pra saber se o seu anúncio tá chamando atenção ou se tá uma porcaria.
Na prática: Porcentagem de cliques em relação às visualizações.
Customer Journey (Jornada do Cliente)
É a via-crúcis que o cara faz até comprar. Ele vê o anúncio, pesquisa no Google, lê reclamação no Reclame Aqui, pergunta pra mãe e aí — talvez — compra. Mapear isso ajuda a não perder o cara no meio do caminho.
Na prática: O caminho completo do cliente, do "oi" até o "toma meu dinheiro".
Customer Retention (Retenção de Cliente)
É manter o cara na sua. É mais barato segurar o cliente que você já tem do que sair na rua igual um desesperado atrás de gente nova. Trate bem o cara pra ele não ir pro concorrente por causa de cinco centavos.
Na prática: Estratégias pra manter o cliente fiel e gastando na sua mão.
Funil de Vendas
Lá em cima entra todo tipo de gente (os curiosos, os desocupados, os robôs). No meio eles vão sumindo. E lá embaixo, no biquinho do funil, saem os iluminados que realmente pagam o boleto.
Na prática: O processo de filtrar leads até que eles virem vendas reais.
Inbound Marketing
É o marketing do "vem cá, meu bem". Em vez de você ficar ligando pro povo, você faz um conteúdo tão bom que as pessoas te acham. É tipo ser bonito e rico: você não procura ninguém, as pessoas aparecem.
Na prática: Atrair clientes através de conteúdo e valor, em vez de propaganda chata.
KPI (Key Performance Indicator)
São os números que dizem se você tá sendo um gênio ou se tá jogando dinheiro no lixo. É o termômetro. Se o KPI de venda tá baixo, o RH já começa a olhar pro seu LinkedIn.
Na prática: Indicadores fundamentais pra medir se a estratégia tá funcionando.
Landing Page
É a página onde o cara "aterriza". Ela tem que ser direta. Nada de menu, nada de "quem somos". É: "Deixa seu e-mail aqui e ganha o desconto". É um beco sem saída onde a única saída é a conversão.
Na prática: Página focada em uma única ação específica.
Lead
É o nome bonito pra "contato de alguém que pode vir a ser cliente". O cara deixou o e-mail? É lead. O cara mandou um "valor?" no direct? É lead (e um lead bem preguiçoso, diga-se de passagem).
Na prática: Potencial cliente que demonstrou interesse real.
MQL (Marketing Qualified Lead)
É o lead que o marketing já deu uma nota. O cara já baixou três e-books e viu cinco vídeos. O marketing olha e fala: "Ó, esse aqui tá quase dando o bote, passa pra vendas!".
Na prática: Lead com alto potencial, pronto pra ser abordado pelo comercial.
OKR (Objectives and Key Results)
É a meta de fim de ano, só que séria. O Objetivo é onde você quer chegar ("Ser o maior vendedor de coxinha do Rio"). Os Key Results são os passos: ("Vender 10 mil coxinhas" e "Ter 4 estrelas no iFood").
Na prática: Sistema de metas pra todo mundo remar pro mesmo lado.
Outbound Marketing
É o marketing raiz, o marketing do "chato". É comercial na TV, ligação fria, outdoor, flyer no sinal. É você indo atrás do cliente na marra, interrompendo o que ele tá fazendo.
Na prática: Prospecção ativa e propaganda direta.
PPC (Pay Per Click)
É o "pagar pra aparecer". Você coloca um anúncio no Google e só paga se algum abençoado clicar. Se ninguém clicar, você não gasta, mas também não vende nada e fica com aquela cara de tacho.
Na prática: Modelo de anúncio pago por interação direta.
Proposta de Valor
É o seu diferencial. "Por que eu vou comprar de você e não do chinês ali na esquina?". Se a sua resposta for "porque somos uma família", você já perdeu. Tem que ter um benefício real, algo que doa no bolso ou no coração.
Na prática: O que faz o seu produto ser único e necessário.
Retargeting (ou Remarketing)
É a perseguição digital. Você olhou uma fritadeira elétrica uma vez e agora ela te segue até no site de previsão do tempo. É a marca dizendo: "Oi, sumido, lembra de mim? Compra logo essa porcaria".
Na prática: Anúncios focados em quem já visitou seu site e não comprou.
ROI (Return on Investment)
O Rei da festa. É o retorno sobre o investimento. Você botou cem reais e voltaram duzentos? ROI positivo. Botou mil e voltaram dez? Parabéns, você é um péssimo investidor.
Na prática: Cálculo pra saber se o marketing deu lucro ou prejuízo.
SEO (Search Engine Optimization)
É a arte de fazer o Google te amar sem você precisar pagar nada pra ele. É escrever do jeito que o algoritmo gosta pra você aparecer na primeira página e não no "cemitério" (a segunda página do Google).
Na prática: Otimização pra aparecer organicamente nas buscas.
SEO Local
É pro cara que tá no bairro achar a sua padaria quando pesquisar "pão quente agora". É aparecer no mapa. Fundamental pra quem tem porta aberta e não quer que o cliente morra de fome na calçada oposta.
Na prática: SEO focado em resultados por localização geográfica.
SQL (Sales Qualified Lead)
É o lead que já tá com o cartão de crédito na mão, só esperando o empurrão final. Vendas olha pra esse cara e já começa a pensar na comissão. É o cara que já tirou todas as dúvidas e só falta assinar.
Na prática: Lead prontinho pra fechar negócio.
Taxa de Rejeição (Bounce Rate)
É quando o cara entra no seu site, vê a sua cara e sai correndo em menos de dois segundos. É o "olhei e não gostei". Se a taxa tá alta, ou seu site é feio ou você tá atraindo a pessoa errada.
Na prática: Porcentagem de gente que sai do site sem clicar em nada.
Teste A/B
É a dúvida cruel. Você faz dois anúncios iguais, mas um tem botão verde e o outro tem botão vermelho. Aí você vê qual performa melhor. É a ciência a serviço da indecisão.
Na prática: Comparar duas versões de algo pra ver qual converte mais.
Up-selling
"O senhor quer levar o combo de 1 litro de refri por apenas 2 reais a mais?". Isso é up-selling. É empurrar a versão premium, mais cara e maior do que o cara ia levar originalmente.
Na prática: Convencer o cliente a levar um produto superior e mais caro.
E aí, deu pra entender ou quer que eu desenhe? Na Sneety, a gente fala a sua língua pra você parar de queimar dinheiro com termo em inglês que não traz resultado.
Quer que eu te ajude a montar uma estratégia de conteúdo que realmente faça o seu telefone tocar? É só dar o papo.




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