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Glossário de Marketing e Vendas: Pra você não ser passado pra trás

  • Foto do escritor: Thais Cunha
    Thais Cunha
  • 19 de mar.
  • 8 min de leitura

Olha só, presta atenção aqui. Marketing digital parece aquele papo de coach quântico que quer te vender curso de como ficar rico dormindo, né? É um monte de termo em inglês que parece que o cara tá invocando um demônio ou pedindo um lanche no Starbucks.


Mas a gente aqui na Sneety resolveu abrir a caixa preta. A gente pegou esse bando de palavra gourmet e traduziu pro bom e velho português — aquele que você usa pra reclamar do preço da gasolina ou pra xingar o VAR.


Se você tem uma empresa e não quer ser o "trouxa da rodada" na mão de agência metida a besta, segue esse dicionário. É o manual de sobrevivência pra você não boiar quando o estagiário de marketing vier falar de "clicabilidade".


Glossário de Marketing e Vendas: Pra você não ser passado pra trás

Audiência

Sabe aquela galera que para na calçada pra ver briga de trânsito ou show de adestramento de calopsita? Então, isso é a audiência. Eles estão lá, olhando, consumindo o caos, mas não se conhecem. Você é o malabarista (a marca) e eles são os curiosos.

Na prática: Galera que recebe sua mensagem, mas não interage entre si. Estão só de plateia mesmo.

B2B (Business to Business)

É quando o seu CNPJ tenta seduzir outro CNPJ. É empresa vendendo pra empresa. Tipo o cara que vende pneu pra fábrica de caminhão. Não tem CPF na jogada, é só terno, gravata e planilha de Excel.

Na prática: Modelo de venda onde o cliente é outra empresa. Ciclo longo e muita reunião que poderia ter sido um e-mail.

B2C (Business to Consumer)

Aqui o papo é direto com o CPF cansado. É você vendendo o pão pro Seu Jorge. É a lojinha de capinha de celular vendendo pra pessoa física que derrubou o iPhone na privada.

Na prática: Venda direta pro consumidor final. Decisão rápida, baseada no ódio ou no desejo.

Brand Awareness (Consciência de Marca)

É o quanto a sua marca tá alugando um triplex na cabeça do povo. Se eu falo "palha de aço" e você pensa em "Bombril", o awareness deles tá no talo. É ser lembrado antes mesmo de o cliente saber que precisa de você.

Na prática: Nível de reconhecimento da marca. É o famoso "quem não é visto, não é lembrado".

Branding

Não é só fazer um logo com uma fonte bonitinha e cor pastel. É a "vibe" do negócio. É a personalidade. Se a sua marca fosse uma pessoa no churrasco, ela seria o cara que faz a carne ou o que fica reclamando da música?

Na prática: Gestão da marca pra criar conexão emocional. É a alma do negócio (ou a falta dela).

Branding Pessoal

É a sua fama, meu anjo. É o que as pessoas falam de você quando você sai da sala. Se você é o "mago do Excel" da firma, seu branding pessoal tá em dia. Envolve como você se veste, como fala e o que posta naquele LinkedIn tóxico.

Na prática: Construir sua própria imagem pra virar referência na sua área.

Briefing

É o roteiro do filme que ninguém leu, mas todo mundo quer opinar. É o documento com o que precisa ser feito. Sem um briefing bom, você pede um comercial de margarina e recebe um filme de terror da Mongólia.

Na prática: Documento com as diretrizes do projeto. Serve pra ninguém dizer "eu não sabia".

Call to Action (CTA)

É o famoso "Clica aqui, pelo amor de Deus!". É aquele botão colorido escrito "COMPRE AGORA" ou "ME TIRA DA MISÉRIA". Se você não diz o que o cliente tem que fazer, ele fica parado olhando pra tela com cara de paisagem.

Na prática: Chamada pra ação. O empurrãozinho final pro cliente converter.

CLV (Customer Lifetime Value)

É a conta de quanto o cliente vai gastar com você até ele morrer ou te bloquear no WhatsApp. Não é só a venda de hoje, é o valor dele ao longo da vida. É o cálculo pra saber se vale a pena gastar tempo com esse chato.

Na prática: Valor total que um cliente gera pra empresa durante todo o relacionamento.

Comunidade

Não é só seguidor no Instagram, não se iluda. Comunidade é aquela galera que te defende no Twitter, que usa a sua camiseta e que se sente parte do bando. É quase uma seita, só que legal (eu acho).

Na prática: Grupo de pessoas que interagem entre si por causa da sua marca.

Content Marketing (Marketing de Conteúdo)

É a arte de seduzir sem parecer que tá vendendo. Você dá dica, conta história, ensina a fazer bolo... e aí, "coincidentemente", você vende a batedeira. É a isca intelectual pra fisgar o peixe.

Na prática: Criar conteúdo relevante pra atrair e fidelizar sem ser o chato do telemarketing.

Conversão

O milagre aconteceu! O cara que tava só "dando uma olhadinha" finalmente tirou o escorpião do bolso e comprou. Ou deixou o e-mail. Ou baixou o seu e-book que ele nunca vai ler.

Na prática: Quando o usuário faz exatamente o que você queria que ele fizesse.

CRM (Customer Relationship Management)

É a fofoca organizada. É onde você anota que o cliente tal não gosta de cebola e que o outro só compra na promoção. É o sistema que te impede de oferecer carne pra cliente vegano.

Na prática: Ferramenta pra gerir a relação com os clientes e não fazer papel de bobo.

Cross-selling (Venda Cruzada)

"O senhor aceita batata grande por mais um real?". Isso é cross-selling. É oferecer o acessório que combina com o que o cara já tá levando. Levou o sapato? Leva a meia. Levou o caixão? Leva a coroa de flores.

Na prática: Oferecer produtos complementares no momento da compra.

CTR (Click-Through Rate)

É a taxa de "curiosos que clicaram". Se mil pessoas viram seu anúncio e só duas clicaram, seu CTR tá mais baixo que o moral do estagiário. Serve pra saber se o seu anúncio tá chamando atenção ou se tá uma porcaria.

Na prática: Porcentagem de cliques em relação às visualizações.

Customer Journey (Jornada do Cliente)

É a via-crúcis que o cara faz até comprar. Ele vê o anúncio, pesquisa no Google, lê reclamação no Reclame Aqui, pergunta pra mãe e aí — talvez — compra. Mapear isso ajuda a não perder o cara no meio do caminho.

Na prática: O caminho completo do cliente, do "oi" até o "toma meu dinheiro".

Customer Retention (Retenção de Cliente)

É manter o cara na sua. É mais barato segurar o cliente que você já tem do que sair na rua igual um desesperado atrás de gente nova. Trate bem o cara pra ele não ir pro concorrente por causa de cinco centavos.

Na prática: Estratégias pra manter o cliente fiel e gastando na sua mão.

Funil de Vendas

Lá em cima entra todo tipo de gente (os curiosos, os desocupados, os robôs). No meio eles vão sumindo. E lá embaixo, no biquinho do funil, saem os iluminados que realmente pagam o boleto.

Na prática: O processo de filtrar leads até que eles virem vendas reais.

Inbound Marketing

É o marketing do "vem cá, meu bem". Em vez de você ficar ligando pro povo, você faz um conteúdo tão bom que as pessoas te acham. É tipo ser bonito e rico: você não procura ninguém, as pessoas aparecem.

Na prática: Atrair clientes através de conteúdo e valor, em vez de propaganda chata.

KPI (Key Performance Indicator)

São os números que dizem se você tá sendo um gênio ou se tá jogando dinheiro no lixo. É o termômetro. Se o KPI de venda tá baixo, o RH já começa a olhar pro seu LinkedIn.

Na prática: Indicadores fundamentais pra medir se a estratégia tá funcionando.

Landing Page

É a página onde o cara "aterriza". Ela tem que ser direta. Nada de menu, nada de "quem somos". É: "Deixa seu e-mail aqui e ganha o desconto". É um beco sem saída onde a única saída é a conversão.

Na prática: Página focada em uma única ação específica.

Lead

É o nome bonito pra "contato de alguém que pode vir a ser cliente". O cara deixou o e-mail? É lead. O cara mandou um "valor?" no direct? É lead (e um lead bem preguiçoso, diga-se de passagem).

Na prática: Potencial cliente que demonstrou interesse real.

MQL (Marketing Qualified Lead)

É o lead que o marketing já deu uma nota. O cara já baixou três e-books e viu cinco vídeos. O marketing olha e fala: "Ó, esse aqui tá quase dando o bote, passa pra vendas!".

Na prática: Lead com alto potencial, pronto pra ser abordado pelo comercial.

OKR (Objectives and Key Results)

É a meta de fim de ano, só que séria. O Objetivo é onde você quer chegar ("Ser o maior vendedor de coxinha do Rio"). Os Key Results são os passos: ("Vender 10 mil coxinhas" e "Ter 4 estrelas no iFood").

Na prática: Sistema de metas pra todo mundo remar pro mesmo lado.

Outbound Marketing

É o marketing raiz, o marketing do "chato". É comercial na TV, ligação fria, outdoor, flyer no sinal. É você indo atrás do cliente na marra, interrompendo o que ele tá fazendo.

Na prática: Prospecção ativa e propaganda direta.

PPC (Pay Per Click)

É o "pagar pra aparecer". Você coloca um anúncio no Google e só paga se algum abençoado clicar. Se ninguém clicar, você não gasta, mas também não vende nada e fica com aquela cara de tacho.

Na prática: Modelo de anúncio pago por interação direta.

Proposta de Valor

É o seu diferencial. "Por que eu vou comprar de você e não do chinês ali na esquina?". Se a sua resposta for "porque somos uma família", você já perdeu. Tem que ter um benefício real, algo que doa no bolso ou no coração.

Na prática: O que faz o seu produto ser único e necessário.

Retargeting (ou Remarketing)

É a perseguição digital. Você olhou uma fritadeira elétrica uma vez e agora ela te segue até no site de previsão do tempo. É a marca dizendo: "Oi, sumido, lembra de mim? Compra logo essa porcaria".

Na prática: Anúncios focados em quem já visitou seu site e não comprou.

ROI (Return on Investment)

O Rei da festa. É o retorno sobre o investimento. Você botou cem reais e voltaram duzentos? ROI positivo. Botou mil e voltaram dez? Parabéns, você é um péssimo investidor.

Na prática: Cálculo pra saber se o marketing deu lucro ou prejuízo.

SEO (Search Engine Optimization)

É a arte de fazer o Google te amar sem você precisar pagar nada pra ele. É escrever do jeito que o algoritmo gosta pra você aparecer na primeira página e não no "cemitério" (a segunda página do Google).

Na prática: Otimização pra aparecer organicamente nas buscas.

SEO Local

É pro cara que tá no bairro achar a sua padaria quando pesquisar "pão quente agora". É aparecer no mapa. Fundamental pra quem tem porta aberta e não quer que o cliente morra de fome na calçada oposta.

Na prática: SEO focado em resultados por localização geográfica.

SQL (Sales Qualified Lead)

É o lead que já tá com o cartão de crédito na mão, só esperando o empurrão final. Vendas olha pra esse cara e já começa a pensar na comissão. É o cara que já tirou todas as dúvidas e só falta assinar.

Na prática: Lead prontinho pra fechar negócio.

Taxa de Rejeição (Bounce Rate)

É quando o cara entra no seu site, vê a sua cara e sai correndo em menos de dois segundos. É o "olhei e não gostei". Se a taxa tá alta, ou seu site é feio ou você tá atraindo a pessoa errada.

Na prática: Porcentagem de gente que sai do site sem clicar em nada.

Teste A/B

É a dúvida cruel. Você faz dois anúncios iguais, mas um tem botão verde e o outro tem botão vermelho. Aí você vê qual performa melhor. É a ciência a serviço da indecisão.

Na prática: Comparar duas versões de algo pra ver qual converte mais.

Up-selling

"O senhor quer levar o combo de 1 litro de refri por apenas 2 reais a mais?". Isso é up-selling. É empurrar a versão premium, mais cara e maior do que o cara ia levar originalmente.

Na prática: Convencer o cliente a levar um produto superior e mais caro.

E aí, deu pra entender ou quer que eu desenhe? Na Sneety, a gente fala a sua língua pra você parar de queimar dinheiro com termo em inglês que não traz resultado.


Quer que eu te ajude a montar uma estratégia de conteúdo que realmente faça o seu telefone tocar? É só dar o papo.

 
 
 

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