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O sorteio que sorteou o bom senso: Quando o "brinde" sai caro demais

  • Foto do escritor: Thais Cunha
    Thais Cunha
  • 28 de fev.
  • 3 min de leitura

Sabe aquele desespero de ver o engajamento caindo e achar que um sorteio é o milagre de Fátima? A Lúcia achou. E a história dela é o roteiro perfeito de como gastar dinheiro para atrair... ninguém.


O sorteio que sorteou o bom senso: Quando o "brinde" sai caro demais

O Golpe tá aí, cai quem quer (ou quem quer vela)


— Vamos fazer um sorteio! — gritou a Lúcia, com aquele brilho no olho de quem tomou três energéticos. Ela estava terminando de rotular uma vela de soja sabor “Baunilha de Madagascar” (que na verdade era baunilha daquela essência de 2 reais do mercado, mas o nome premium dobra o preço, né?).


Dona de uma marca de decoração, a Lúcia sentia que precisava ser viral. Então, ela meteu o pé na jaca com as regras "clássicas":


  • Segue o perfil.

  • Curte a foto (com o dedo com força).

  • Marca 8 amigos (inclusive aquele ex que você não fala há 3 anos).

  • Compartilha nos Stories com foguinho.

  • Reza um terço.

  • Sacrifica uma galinha preta numa encruzilhada digital.

  • E aguarda o milagre.


A Invasão dos Bárbaros (Digitais)


O post explodiu. Veio gente de todo canto: do Oiapoque ao Chuí, da galera do "Sigam-me os bons" e até um perfil suspeito chamado @marcos_sorteios_gratis_99.


A Lúcia estava em êxtase: “Tô bombando!”, dizia ela, já imaginando o iate.

Mas aí o sorteio acabou e a ressaca veio forte:


  1. O engajamento sumiu como político em época de eleição.

  2. As vendas? Estáveis em zero.

  3. Os novos seguidores deram o famoso "unfollow" assim que o ganhador foi anunciado.

Um mês depois, a Lúcia tentou de novo. Mais regras, mais desespero. Até que um abençoado comentou: “Oi, quero participar. Mas vem cá... o que vocês vendem?”.


A real: A "comunidade" dela não era comunidade; era uma fila do sopão digital. Gente que só queria o grátis, sem nem saber se a vela cheirava a baunilha ou a pneu queimado.

🔍 Raio-X da Sneety: Por que seu sorteio flopou?


Fazer sorteio sem estratégia de marketing é igual a contratar o elenco do Porta dos Fundos pra fazer propaganda de funeral: o tom tá errado. Se você atrai gente que não é seu público, você não tem seguidores, você tem números vazios.


Checklist para o sorteio não virar piada:


Para não ser a Lúcia da rodada, responda com sinceridade:


  • Qual é a meta, além do ego? (É leads? É fidelizar? Ou é só pra mostrar pro concorrente que você tem número?).

  • O prêmio filtra seu cliente? Se você sorteia um iPhone e vende vela, vai atrair quem quer celular. Se sorteia um kit de decoração, atrai quem gosta de... pasme... decoração!

  • A regra é lógica ou é um teste do Round 6? Pedir pro cara marcar a árvore genealógica inteira só atrai bot e caça-brinde.

  • Qual é o "After"? O que você vai postar amanhã pra convencer essa galera a não ir embora?


✨ Reflexão de boteco:


Sorteio sem estratégia é igual a fazer festa em casa sem saber quem convidou: vem gente que você nunca viu, comem todos os salgadinhos, entopem o banheiro e vão embora sem nem dar "tchau".


Na Sneety, a gente prefere 50 seguidores que compram do que 50 mil que só dão trabalho pro suporte.


💡 Quer parar de passar vergonha no Instagram?


Não joga seu produto na mão de qualquer um. Na Sneety, a gente monta estratégias que transformam seguidor em cliente, sem precisar de galinha preta.



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