O RH é o Fóssil do Marketing (E Ninguém Avisou que a Extinção Chegou)
- Thais Cunha

- 30 de jan.
- 2 min de leitura
Sério, se você pegar um anúncio de vaga de 2006 e comparar com um de 2026, a única diferença é que agora pedem "resiliência" em vez de "vontade de trabalhar". O mundo mudou, o trabalho mudou, mas as consultorias de RH continuam presas num loop infinito, postando as mesmas coisas chatas que ninguém aguenta mais ler.

A Receita do Fracasso (ou "A Vaga de Emprego Raiz")
Parece que todo anúncio de vaga é escrito por um robô que tomou um calmante. O roteiro é sempre o mesmo:
O Título: Um nome pomposo que ninguém usa no dia a dia.
A Lista de Desejos: 47 requisitos, 3 pós-doutorados, mandarim fluente e saber fazer malabares com fogo (para uma vaga de analista júnior).
O "Benefício": Café grátis e "ambiente desafiador" (tradução: você vai trabalhar por três e ganhar por meio).
O erro gritante? Ninguém diz o que a pessoa realmente vai resolver. É tipo contratar um encanador perguntando se ele tem certificado de natação, em vez de perguntar se ele consegue parar o vazamento que tá inundando a sua sala.
Invertendo o Jogo: O Foco no Problema
O marketing de RH deveria ser simples: você tem um problema e está procurando alguém que tenha a solução. É um encontro de necessidades, não um interrogatório da CIA. Em vez de caçar diplomas, as empresas deveriam caçar solucionadores.
Trate o Candidato como "Cliente Interno"
Numa estratégia de recrutamento moderno, o candidato é um cliente. Você está vendendo um desafio e ele está comprando com o tempo dele. Que tal mudar a ordem das coisas?
Defina o B.O.: "A gente tem o [Problema X] aqui que tá fazendo a empresa perder dinheiro. Precisa resolver."
Habilidades Reais: "Pra resolver isso, a gente acha que você precisa manjar de tal coisa, ter essa experiência aqui e não surtar sob pressão."
Abra o Leque: Esqueça o "Modelo Ford". A gente ainda contrata como se estivesse montando carro em 1920. Às vezes, um engenheiro agrônomo resolve um problema de logística melhor que um administrador, só porque ele aprendeu a se virar no caos.
A Troca: "Você resolve isso pra gente e, em troca, a gente te paga [X] e não enche o seu saco fora do horário."
O Fim da "Etiqueta"
Muitas empresas perdem talentos incríveis porque o filtro do RH é uma peneira de areia fina. Se o cara não tem o título exato que o sistema pede, ele é descartado. Mas adivinha? O mercado hoje é fluido. O que importa é o resultado, não o rótulo que tá no seu LinkedIn.
O Veredito para as Consultorias de RH
Se as consultorias de RH querem ser levadas a sério em 2026, precisam parar de ser "anotadoras de pedidos" e começar a ser estrategistas. Chega de perguntar "Quem é você?" e comece a perguntar "O que você consegue resolver aqui dentro?".
Porque, convenhamos, para copiar e colar requisitos inúteis, a gente usa o ChatGPT e economiza a comissão da consultoria.




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