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🧞‍♂️ “Eu só quero vender mais” (e outros desejos de quem acha que agência é o Gênio da Lâmpada)

  • Foto do escritor: Thais Cunha
    Thais Cunha
  • 1 de abr.
  • 3 min de leitura

Jorge tinha uma loja de eletrodomésticos. Não era um Magalu, mas tinha seus produtos, parcelamento no carnê e uma fachada pintada com as cores da Copa de 2014 — que ele jurava que ainda estava "na moda".


Um dia, Jorge cansou de esperar o cliente entrar e ligou para uma agência: — Seguinte, preciso de uma agência. Mas tem que ser boa, hein? Daquelas que faz o dinheiro cair do céu.


A reunião durou cinco minutos. Jorge chegou suado, jogou o capacete na mesa e foi direto ao ponto: — Ô meu querido, não tenho tempo não. Vamos ao que interessa: eu quero vender mais.


🧞‍♂️ “Eu só quero vender mais” (e outros desejos de quem acha que agência é o Gênio da Lâmpada)

A executiva da agência, com a paciência de quem já viu esse filme cem vezes, começou o interrogatório:


Perfeito, Jorge. Qual o seu orçamento?

O menor possível. Se puder ser de graça e eu pagar depois que vender, melhor.

Certo... e quem é o seu público-alvo?

Gente. Quem tem CPF e respira.

Entendi. E quais produtos a gente foca agora?

Todos. Da pilha palito à geladeira de três portas.Você tem fotos, catálogo, lista de preços...?

Ué, mas não é vocês que fazem tudo? Se eu tivesse que fazer, eu mesmo postava no meu Face.


O "Viral" da Depressão


A agência, heroica, montou uma estratégia. Teve anúncio, teve segmentação, teve lead chegando... Mas Jorge queria o "tcham". Jorge queria a mágica. Mandou um áudio de 3 minutos no WhatsApp:


"Olha, não tô sentindo o 'feeling'. Cadê o negócio explodindo? Cadê o viral? Eu quero ser a nova Lu do Magalu, só que homem e de Marechal Hermes. Esse negócio de dados aí é coisa de nerd, eu quero é movimento!"

Cancelou o contrato. Duas semanas depois, Jorge postou um vídeo gravado de baixo pra cima, com o dedo na frente da lente: — Fala galera! Promoção relâmpago de liquidificador! Só hoje, só no dinheiro e só pra quem mostrar esse vídeo aqui na loja! Valeu, é nóis!


Resultado:


  • 2.400 visualizações.

  • 1 venda (pro cunhado).

  • Um comentário do primo: "Tá estourado, hein, Jorginho! Arrasou".


🔍 O que a gente aprende com o "Estilo Jorge" de Marketing:


Falar que "só quer vender mais" sem dar contexto é igual pedir um X-Tudo pro atendente e reclamar que veio maionese. Comunicação não é macumba, é estratégia.


  1. Dados não são "coisa de nerd": São o mapa da mina. Sem saber quem clica, você tá só queimando nota de cem no churrasco.

  2. Viral não se pede, se conquista: E geralmente o que viraliza não é o seu desconto de 5% no boleto.

  3. Agência é aliada, não vidente: A gente precisa de informação. Se você não sabe o que vende, a gente não sabe pra quem oferecer.


📋 Checklist pra não ser o Jorge:


✅ Você sabe o que quer vender e por que alguém compraria de você?

✅ Tem um objetivo real? (Ex: "Vender 20 batedeiras" é melhor que "ficar famoso").

✅ Sua casa tá arrumada? (Preço bom, estoque e alguém pra responder o Zap).

✅ Você confia no processo ou vai cancelar na primeira semana porque não ficou "famoso"?


✨ Reflexão Final


Todo mundo quer vender mais. Mas vender não é um milagre, é uma construção. Pedir pra uma agência "me faz vender" sem dar suporte é igual tocar a bola pro Neymar e falar: "Resolve aí, que eu vou ali tomar uma breja".

Pode até dar certo... mas o time joga melhor se você entrar em campo com a gente.


Cansado de promessa de gênio da lâmpada? Na Sneety a gente trabalha com estratégia de verdade. Bora conversar?

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