CMO Fracionado: Ter um gênio do marketing (mas só de vez em quando, que a gente não é herdeiro)
- Thais Cunha

- 8 de mar.
- 3 min de leitura
Sabe aquele momento em que a sua empresa cresce, mas o seu marketing continua parecendo um sobrinho que "mexe muito bem no computador" e faz uns posts com fonte Comic Sans? Pois é. Aí você acorda e pensa: "Vou contratar um Diretor de Marketing, um CMO pica das galáxias!".
Só que aí você abre a planilha de custos, vê o salário de um cara desses e percebe que, para pagar o bônus dele, você teria que vender dois rins, a cafeteira da firma e talvez um estagiário no mercado paralelo. É aí que entra o CMO Fracionado. Ou, como a gente gosta de chamar: o "Uber de Diretor".

Mas que porra é um CMO Fracionado?
Basicamente, é um profissional de elite que já comeu o pão que o diabo amassou em grandes agências e multinacionais, mas que agora trabalha "por pedaço". Ele não bate ponto, não come o seu pão de queijo na copa e não fica em reunião de 4 horas discutindo se o logo tem que ser "azul-bebê ou azul-me-esquece".
Ele entra, dá o diagnóstico (geralmente dizendo que tá tudo uma bosta), monta a estratégia, treina a galera e vai embora. Você tem o cérebro de um CEO de Cannes pagando preço de assinatura de streaming Premium.
Quando é que você precisa desse ser humano?
Não chama o cara pra decidir a cor do brinde do final de ano, pelo amor de Deus. Você chama um CMO Fracionado quando:
A bússola quebrou: Você gasta rios de dinheiro em anúncio e o único lead que chega é um robô chinês ou a sua tia curtindo a foto.
O orçamento tá curto, mas o sonho é grande: Você quer o Messi, mas só tem orçamento pro atacante do XV de Piracicaba. O fracionado é o Messi jogando só os 15 minutos finais pra decidir o jogo.
Lançamento de foguete: Vai lançar um produto novo e não quer que ele flote mais rápido que promessa de político em ano eleitoral.
Arrumar a casa: O seu time de marketing é esforçado, mas corre cada um pra um lado, parecendo barata quando acende a luz.
Prós, Contras e "O Problema é Teu"
O Lado "Gratidão" (Vantagens) | O Lado "Rancor" (Desvantagens) |
Economia: Você paga pelo neurônio, não pela bunda na cadeira 8 horas por dia. | Disponibilidade: Se der merda no feriado, ele provavelmente tá em Trancoso e não vai atender seu WhatsApp. |
Olhar de fora: Ele não tá viciado nos problemas da empresa. Ele chega e fala a verdade na sua cara. | Integração: O RH vai odiar porque ele não vai no "dia do pijama" nem no happy hour forçado. |
Foco total: Ele quer resultado pra renovar o contrato. Ele não tá lá pra fazer política interna. | Saída: Quando o contrato acaba, ele leva o cérebro embora. Se você não anotou nada, o azar é seu. |
E a tal da Terceirização (Outsourcing)?
Aí já é outra história. É quando você decide que não quer cozinhar e pede um iFood de marketing. Você contrata uma agência pra fazer o SEO, o Social Media ou o tráfego pago.
É ótimo porque os caras têm as ferramentas e os softwares caros que você não quer assinar. Mas cuidado: se você não tiver um diretor (mesmo que fracionado) cuidando disso, a agência vai fazer o que for mais fácil pra eles, e não o que é melhor pra você. É igual pedir pizza todo dia: é prático, mas uma hora o colesterol (ou o ROI) te pega.
Conclusão: Pare de ser amador
Contratar um CMO Fracionado ou terceirizar o marketing é aceitar que você não sabe tudo. E tá tudo bem! O mundo tá mudando mais rápido que humor de adolescente. Ter um especialista "part-time" é o jeito mais inteligente de não quebrar a firma enquanto tenta parecer gigante.




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